segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

"É o beijo de despedida, seu cachorro!"


Sem palavras.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

É a Evolução, Baby!


Saudações.
Acordei ao som dessa pequena ode à humanidade composta pelos senhores Eddie Vedder e Stone Gossard (Pearl Jam).

Bom dia a todos.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Uma outra visão da Aids

Grato ao leitor Maua que nos ofereceu com esse texto uma segunda visão de um assunto que é enxergado unilateralmente há décadas e que de fato não avançou muito desde da fundação de seus primeiros clichês. Aí vai.

“A AIDS não é doença infecciosa”

Entrevista com Dr. Roberto Giraldo,
Presidente do Grupo para a Reavaliação Científica da AIDS

Dr. Roberto GiraldoA AIDS (sigla em inglês da síndrome da imunodeficiência adquirida) não é uma doença infecciosa; não é causada por vírus e não se transmite por via sexual. Admitir a existência de um vírus – que até o momento não foi possível isolar – como origem da AIDS é negar as verdadeiras causas de uma infinidade de sintomas e patologias que a indústria médica decidiu chamar de AIDS, como são as enfermidades da pobreza e o enfraquecimento do sistema imunológico da raça humana. Admitir isso é questionar não só a origem de uma doença, como também grande parte dos problemas sanitários mundiais. A solução para a grande maioria desses problemas não depende de novos medicamentos e vacinas, mas de uma política justa, ética e solidária, hoje inexistente. Em linhas gerais, essas foram as conclusões apresentadas pelos cientistas dissidentes da versão oficial da AIDS no Encontro Internacional para a Reavaliação Científica da AIDS, organizado pela Asociación de Medicinas Complementarias, ocorrido em Barcelona, na Espanha, no mês de julho de 2002. O encontro, ignorado completamente pelos meios de comunicação, aconteceu paralelamente à Conferência Internacional da AIDS, patrocinada fundamentalmente pelas indústrias farmacêuticas. Como era de se esperar, as conclusões da Conferência sugeriram a promoção de novos medicamentos – e colossais investimentos para a pesquisa de uma hipotética vacina – como o único tratamento para as mais de seis milhões de pessoas afetadas.

O Doutor Roberto Giraldo, ex-catedrático de Imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Antióquia, na Colômbia, e presidente do Grupo para a Reavaliação Científica da Hipótese do HIV-AIDS, denunciou uma vez mais, e com coragem, como o complô entre governos e indústrias farmacêuticas está pondo em perigo a sobrevivência do ser humano, com suas ações equivocadas, inverossímeis e terrivelmente mortais. Atualmente trabalha no Laboratório de Diagnóstico Molecular do New York Hospital Cornell Medical Center, de Nova Iorque. Ayda Ardila, da equipe de redação do boletim da Associação VIDA SANA de Barcelona, Espanha, entrevistou Dr. Roberto Giraldo.

Dr. Roberto Giraldo, o que é a AIDS?
É o estado máximo de degeneração a que um ser humano pode chegar. Antes da AIDS havia muitas doenças e muitas condições que indicavam que os tecidos, órgãos e sistemas do corpo humano estavam se deteriorando, mas com a AIDS falamos de um colapso de todos os sistemas e não somente do imunológico. É um sinal de alerta que nos indica que, pela primeira vez na história da humanidade, nossa espécie corre perigo de extinção.

Quais são as manifestações clínicas da AIDS?
Nem todo aquele que apresenta reação positiva nos exames do HIV (Human Immunodeficiency Virus) tem AIDS. Uma pessoa tem AIDS quando está doente, quando já tem as manifestações ou sintomas de que seu sistema imunológico está em colapso e muitos de seus órgãos estão sofrendo as conseqüências do estresse devido a tóxicos. O sistema imunológico nos defende de infecções, de tumores e coordena todos os órgãos e funções do corpo humano. Ocorrendo a falência desse sistema, o indivíduo é vítima de inúmeras infecções que atentam contra sua vida, como pneumonia, toxoplasmose, criptococose e candidíase. Aparecem tumores, como o sarcoma de Kaposi, que é um tumor de vasos sanguíneos que começa na pele e penetra nos pulmões, fígado e vias digestivas. Não podendo o sistema imunológico controlar todos os órgãos do corpo, o indivíduo sofre demência, enfraquece, perde a visão, envelhece, tem diarréia... Mas cuidado: nem todo aquele que padece de alguma dessas infecções tem AIDS. Para que haja AIDS, é preciso que ocorram muitas infecções ao mesmo tempo.

E quanto à transmissão sexual?
A AIDS não é uma infecção. Portanto, não se adquire mantendo relações sexuais com outra pessoa. Trata-se de uma doença tóxica e nutricional. Aconselho àqueles que padecem de AIDS a se informarem bem, pois existem dois lados na história da AIDS. Há o lado dos pesquisadores e defensores do HIV como sendo a causa da AIDS e há outro grupo de pesquisadores, jornalistas e ativistas de todo o mundo, além de gente comum, que acreditam, com base nos argumentos científicos disponíveis, que a AIDS não é uma doença infecciosa, não é causada por vírus, nem se transmite sexualmente.

E o sexo seguro?
Não há nenhum inconveniente em manter relações sexuais com uma pessoa portadora do HIV, porque não há nada a ser transmitido. O que é grave é fazer sexo com uma pessoa e usar drogas, porque isso vai deteriorar o sistema imunológico. O mito da transmissão sexual é tão difundido, que existem seis bilhões de pessoas no planeta que acreditam nisso e têm pânico de sexo! É preciso recuperar a vida sexual como uma das atividades fundamentais do ser humano, porque esse mito está criando problemas para as gerações futuras.

Não se deve esquecer do uso do preservativo...
Deve-se usar o preservativo para a finalidade que sempre teve: evitar a gravidez e o contato com o sêmen, pois está demonstrado que, quando se está doente, o sêmen é um agente biológico que reduz as defesas. O uso da “camisinha” evita a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis como a sífilis, a gonorréia... O preservativo não serve para evitar o contágio de um vírus que não existe!

E quanto à transmissão por transfusão de sangue, uso de seringas ou pela mãe ao feto?
Há uma crença generalizada de que a doença é causada pelo HIV. Mas nada disso foi comprovado cientificamente e trata-se somente de um mito. Ao fornecerem gratuitamente seringas aos usuários de drogas, os governos estão não só promovendo a toxicomania, como também aumentando o tráfico. É preciso dizer a verdade aos usuários de drogas: está comprovado cientificamente que o uso de drogas por longos períodos destrói o sistema imunológico e provoca AIDS.

Qual é, então, a causa da AIDS?
Na verdade há cinco agentes ou tóxicos que deterioram o sistema imunológico e causam AIDS.
  • agentes de origem química: drogas, contaminação ambiental, antibióticos, detergentes...;
  • agentes físicos: o ruído, viver em grandes alturas ou em grandes profundidades, o campo eletromagnético a que estamos submetidos pela criação cada vez mais freqüente de aparelhos elétricos, geradores de pequenas radiações, que, com o tempo, vão minando o sistema imunológico;
  • agentes biológicos: tudo aquilo que entra no corpo com vida, como o sangue, as vacinas, o sêmen...;
  • agentes mentais: a própria histeria de pânico à AIDS está criando estresse — de fato, há pessoas que fazem os exames todos os meses até sair positivo, pois está comprovado que o estresse produz grande aumento de anticorpos poliespecíficos no sangue, os quais provocam uma reação positiva nos exames, mesmo não havendo nenhuma infecção — a ansiedade, a depressão, viver negativamente...;
  • agentes nutricionais: o excesso de comida errada ou a falta de comida saudável. Nos países pobres, a AIDS é causada por fome, porque não se come o suficiente para satisfazer as necessidades do organismo.

Mas a fome existe há muitíssimo tempo na África...
Sim, mas antes a África e os países pobres nunca haviam sido tão pobres como agora — e tudo tem limites. A renda per capita está diminuindo. Hhá cada vez menos dinheiro para comprar o básico, cada vez se come menos. A falta de comida está fazendo com que as crianças nasçam menores, cresçam menos e que a expectativa de vida diminua... Isso indica que a pobreza não é a mesma de sempre e que o corpo já não agüenta mais! As pessoas na África têm fome, desnutrição, parasitos e falta de higiene em decorrência da pobreza a que estão submetidas. Por isso é que lá há tantos casos de AIDS.

Por que persiste o mito da transmissão da AIDS?
Na década de sessenta começou um movimento de libertação que levou ao exagero de certos direitos, dando lugar a orgias e ao consumo excessivo de drogas durante o ato sexual, entre as quais, os poppers (nitritos de amila e butila), usados como afrodisíacos que estimulam o desejo sexual e produzem o relaxamento de alguns esfíncteres do corpo humano, permitindo a penetração de objetos grandes no reto ou outros orifícios. Os primeiros casos de AIDS, em 1981, apareceram num grupo de homossexuais de Los Angeles, que realizavam esse tipo de práticas anormais. Enfatizo a caracterização de anormais, porque é preciso esclarecer que a homossexualidade nunca foi causadora de doença; é uma forma de vida que existe há milhares de anos e tão comum e regular quanto a heterossexual. Foi então que o CDC – Centro de Controle das Doenças dos Estados Unidos — cometeu um tremendo erro: não se perguntou o que tinha acontecido com essas pessoas. Os pesquisadores determinaram que, como era um grupo de homossexuais, a AIDS era uma doença de transmissão sexual.

Sem comprovação científica?
Quando se recorre a pesquisas científicas para encontrar a causa dessa transmissão, não se acha nada que confirme tal afirmação. Trata-se de um boato que foi crescendo graças aos meios de comunicação.

O CDC é culpado desse mito?
Sim, e continuarei fazendo essa afirmação ainda que me digam que estou fazendo uma acusação muito grave, por ser cidadão americano. Fui vítima de muitas perseguições pelos órgãos de saúde do governo americano. Pediram minha destituição do hospital onde trabalho, fizeram contra mim toda sorte de ofensas em razão do que tenho dito, mas estou convencido de que alguém tem que levantar a voz em defesa das pessoas e continuarei denunciando que o CDC criou um mito e está atentando contra a saúde e o bem-estar das pessoas em todo o mundo.

Por que os grupos dissidentes são um perigo para os governos, indústrias farmacêuticas, Banco Mundial...?
Os dados científicos indicam que estamos com a razão e isso é muito grave, porque não há nada em comum entre nosso ponto de vista sobre a AIDS e o dos defensores ortodoxos do HIV. A ciência cometeu um erro muito grave. A AIDS é a doença que, na história da medicina, mais se difundiu. Entretanto, não é a doença que mata mais pessoas no mundo. Estatisticamente é superada pelos acidentes, assassinatos, suicídios, câncer, doenças cardiovasculares, doenças infecciosas... Apesar disso, as pessoas não sabem muito sobre malária ou tuberculose e todo mundo acha que entende de AIDS e de sexo. Alguém provocou um caos para seis bilhões de pessoas e, quando o mundo se der conta disso, será muito embaraçoso e não vão perdoar alguns pesquisadores do governo por essa colossal mentira.

Aproxima-se um caos mundial?
Há implicações políticas sérias porque, uma vez descoberta a verdade, quem vai acreditar de agora em diante nos governos do mundo? Quem vai acreditar nas companhias farmacêuticas, que estão produzindo drogas para matar um vírus que nunca foi visto? Certamente haverá um caos, mas nós, dissidentes, pensamos que os problemas graves têm soluções. Estamos apenas mostrando a verdade ao mesmo tempo em que torcemos para que isso não seja muito violento nem caótico.

Mas há outros interesses...
Há quatro anos, quando fui à Conferência Mundial da AIDS, em Genebra, percebi que, junto aos estandes das indústrias farmacêuticas e das ONGs, havia um estande muito grande do Banco Mundial. Perguntei-me o que aquela instituição estava fazendo lá. Muito simples: o Banco Mundial lançou vários livros sobre a AIDS e está oferecendo empréstimos aos países pobres para que comprem medicamentos das companhias farmacêuticas americanas para tratar de um vírus inexistente, medicamentos que, em vez de curar, aceleram a morte do doente.

Qual a sua opinião sobre os medicamentos para pacientes de AIDS?
Diz-se que a AIDS é uma doença viral. Mas, como todos os medicamentos contra vírus são terrivelmente tóxicos, não temos medicamentos para a poliomielite, hepatite B e A, dengue e outras doenças autenticamente virais. A uma pessoa que tem poliomielite, não se pode dar um tratamento para acabar com o vírus da pólio, porque isso acabaria matando essa pessoa e a medicina tem conhecimento desse fato há mais de cem anos. Por isso, chama a atenção que agora os pesquisadores das companhias farmacêuticas tenham resolvido desrespeitar um século de conhecimentos sobre a virologia e estejam inventando medicamentos para tratar de um vírus que nunca foi visto, nem isolado, nem cultivado. O vírus da pólio existe, como o da hepatite, da dengue..., mas o da AIDS, ainda precisam nos mostrar! A imagem do vírus que apresentaram na conferência oficial na da mais é do que uma criação virtual.

Como curar a AIDS?
Os medicamentos são terrivelmente tóxicos e as próprias indústrias farmacêuticas fazem essa advertência nas bulas para se eximirem de toda responsabilidade. Nós, dissidentes, insistimos que a AIDS pode ser curada com medicamentos não-tóxicos, que resultam em cura definitiva, e não com antiviróticos, que destroem os tecidos do organismo e provocam a morte do paciente. Quando isso acontece, os pesquisadores simplesmente explicam que o vírus sofreu mutação e se tornou resistente.

Qual é o tratamento a ser seguido?
Para os que não estão tomando medicamentos, é muito fácil: devem ficar longe de todos os agentes tóxicos que já mencionamos. Para aqueles que tomam medicamentos, sugiro que não os suspendam de um dia para o outro, pois existe o efeito placebo: a pessoa pode estar tomando esses medicamentos e acreditar que lhe fazem bem e essa crença lhe fará bem por um longo tempo. Se o uso do medicamento é suspenso e a pessoa se sente insegura, nesses dias pode sofrer um colapso do sistema imunológico e morrer. Primeiramente é preciso informar-se bem e ir diminuindo gradativamente o uso, com o acompanhamento de um profissional da saúde. Na medicina natural, por exemplo, são feitos excelentes tratamentos de desintoxicação, porque uma pessoa que tem AIDS (ou é soropositiva) está simplesmente intoxicada, oxidada, mas não infectada .

A solução é a desintoxicação?
Sim, e posteriormente os órgãos e sistemas enfraquecidos devem ser estimulados pelo uso de vitaminas C, A e E, que são fortes antioxidantes. Se a pessoa é muito pobre, só a vitamina A é suficiente, pois até os defensores do HIV têm demonstrado que, se uma mãe tem bom nível de vitamina A no sangue, o filho jamais nascerá com AIDS, nem se tornará soropositivo. Mais que isso: se um soropositivo tiver níveis normais de vitamina A no sangue, nunca terá AIDS. Se o orçamento não é suficiente para comprar vitaminas, será preciso comer cenoura, frutas e verduras frescas que contenham muito caroteno, que são uma boa fonte de vitamina A. Portanto, a pessoa pode se curar facilmente e de forma pouco dispendiosa e, uma vez curada, pode ter uma vida normal.

Referências:
Dr.Roberto Giraldo, Sida Y Agentes Estresantes, Editorial de La Universidad de Antioquia, Colombia. Em sua pesquisa, o Dr. Giraldo destaca as principais contribuições científicas de Peter Duesberg e do Grupo de Perth dirigido por Eleni Papadopulos-Eleopulos.
robgiraldo@aol.com


Dr. Etienne de Harven, França. Especialista em microscopia eletrônica. Detalha razões científicas segundo as quais Luc Montagnier, Roberto Gallo e Jay Levy nunca isolaram o chamado HIV. Oferece detalhes técnicos para explicar porque não existe uma fotografia de microscópio eletrônico do suposto vírus da AIDS.
pitou.deharven@wanadoo.fr

Fonte: http://www.taps.org.br/Paginas/oaidsartigo13.html

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Imagem da Semana - Stejepan Filipović

(clique para ampliar)

Stjepan ''Stevo'' Filipović (27 de Janeiro de 1916 - 22 de maio de 1942) foi um miliciano Iugoslavo executado durante a Segunda Guerra mundial e postumamente declarado Herói Nacional da Iugoslávia em 1949.

Filipovic nasceu na Croácia nos últimos dias do Império Austro-Húngaro. Antes do início da Guerra ele viveu no antigo Reino da Iugoslávia, onde filiou-se ao Partido Comunista Iugoslavo em 1940.

Em fevereiro de 1942, durante uma reunião dos milicianos Iugoslavos, fora capturado pelas forças Alemãs e posteriormente enforcado em maio do mesmo ano. Pouco antes de sua execução, em frente a ''platéia'' aguardando sua morte e a de seus companheiros, Filipovic começa a bradar em favor da independência de seu país diante das forças do eixo. Reza a lenda, que por causa de seu ''mau comportamento'' fora enforcado um pouco antes do previsto.

Suas últimas palavras, cujo momento supostamente fora capturado pela câmera, segundos antes de sua morte, foram ''Morte ao fascismo!''

Sua figura representa um período dramático para a história Iugoslava que refletiram até os dos anos 90, com o fim deste país e sua divisão em estados com nacionalidade mais homogênea.

Representa também um período em os nacionalistas do Leste Europeu divergiam violentamente quanto a sua simpatia aos nazistas alemães ou aos comunistas soviéticos.

domingo, 30 de novembro de 2008

Além do Cidadão Kane



''Além do Cidadão Kane é um documentário produzido pela BBC de Londres - proibido no Brasil desde a estréia, em 1993, por decisão judicial - que trata das relações sombrias entre a Rede Globo de Televisão, na pessoa de Roberto Marinho, com o cenário político brasileiro. - Os cortes e manipulações efetuados na edição do último debate entre Luiz Inácio da Silva e Fernando Collor de Mello, que influenciaram a eleição de 1989. - Apoio a ditadura militar e censura a artistas, como Chico Buarque que por anos foi proibido de ter seu nome divulgado na emissora. - Criação de mitos culturalmente questionáveis, veiculação de notícias frívolas e alienação humana. - Depoimentos de Leonel Brizola, Chico Buarque, Washington Olivetto, entre outros jornalistas, historiadores e estudiosos da sociedade brasileira. "Todo brasileiro deveria ver Além do Cidadão Kane"

Agradecimentos ao Hellraiser por ter utilizado esse vídeo em resposta ao meu post!

''Não Pense! Se Pensar não assista! ...''

sábado, 29 de novembro de 2008

Contradição

Duas notícias implicitamente contraditórias, lançadas em um mesmo mês (novembro) em dois jornais diferentes. (O The Guardian inglês e o The Christian Science Monitor americano).

Eis a primeira:

Brasil é 'exemplo para o mundo' no combate à pobreza, diz jornal dos EUA.
Posse de Luiz Inácio Lula da Siva (arquivo)
Jornal fala do crescimento da Bolsa Família no governo Lula
O sucesso da Bolsa Família e de outras iniciativas brasileiras no combate à pobreza foi tema de uma longa reportagem publicada nesta quinta-feira, de uma série sobre o país feita esta semana pelo jornal americano The Christian Science Monitor.

"Embora a crise financeira global esteja afetando o Brasil, a economia do país teve uma efervescência nos últimos cinco anos e o padrão de vida dos pobres subiu", disse o jornal, explicando que "inflação mais baixa e acesso mais fácil ao crédito - juntamente com um salário mínimo mais alto - criaram uma nova classe de consumidores que mantiveram a economia em crescimento."

"Com o maior programa de bem-estar com condições do mundo para os pobres, e uma enorme quantidade de iniciativas locais, estaduais e federais que continuam a ter como alvo os pobres - um marco da Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva - muitos brasileiros estão sentindo uma estabilidade econômica como nunca antes."

E as iniciativas brasileiras estão servindo de "exemplo" para vários países, diz o jornal americano.

A reportagem, assinada por Sara Miller Llana, visitou Maria Joelma da Silva em Cumaru, no nordeste brasileiro. Segundo o Christian Science Monitor, ela recebeu a visita em agosto de "representantes de Angola, Gana, da União Africana e do Banco Africano de Desenvolvimento", que queriam "estudar os programas sociais do Brasil".

A Bolsa Família "teve um papel importante na redução da pobreza, o governo também trabalhou para criar mais empregos formais - 8,1 milhões mais desde que Lula assumiu o cargo - e elevou o salário mínimo para R$ 415 (US$ 187) por mês a partir de R$ 200 (US$ 90) por mês. O número dos pobres caiu de 18% em 2007 dos 19% do ano anterior. De acordo com dados do governo, a renda dos mais pobres aumentou 22% nos últimos cinco anos, enquanto a dos ricos aumentou 4,9%", disse a reportagem do Christian Science Monitor.

"Os primeiros programas de transferência condicional de dinheiro do mundo foram introduzidos no Brasil em 1995 a nível municipal", de acordo com o jornal americano, que afirma que "o conceito, desde então, tomou pé firme na América Latina, onde mais de uma dúzia de programas como estes foram lançados. Uma outra dúzia está sendo implementada no resto do mundo."

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Segunda:

Super-ricos brasileiros passam ilesos pela crise, diz 'Guardian'
Real
O jornal diz que os ricos continuam gastando dinheiro, apesar da crise
Uma reportagem publicada na edição deste sábado do jornal britânico The Guardian afirma que, até agora, os super-ricos brasileiros passaram relativamente incólumes pela crise financeira.

Segundo o jornal, eles resistem à tendência global e continuam consumindo.

"Revistas de comportamento estão cheias de anúncios de spas e resorts, bolsas de estilistas famosos e pulseiras de diamantes que custam mais do que muitos brasileiros ganham durante a vida inteira", diz a matéria.

O Guardian afirma ainda que o Brasil é líder mundial no aumento do número de milionários.

"Nos últimos dois anos, o número de milionários subiu de 130 mil para 220 mil e pelo menos por enquanto, a crise econômica não fez com que eles parassem de gastar", diz o texto.

Apesar disso, a reportagem cita a queda nos preços das commodities e o atraso em grandes projetos de infra-estrutura como alguns dos indícios de que a crise financeira está começando a atingir o Brasil.

Para o jornal, as classes baixa e média também estariam sendo afetadas com a situação do crédito.

"No entanto, a crise parece uma possibilidade distante em lugares como o Jardim Pernambuco, onde o silêncio da tarde só é quebrado pelo canto dos pássaros e o barulho das bolas de tênis", diz o Guardian.

Segundo o diário, "os ricos brasileiros podem estar aproveitando a vida luxuosa, mas os compatriotas menos abastados estão começando a sentir os efeitos da crise de crédito".

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Fonte: BBCBrasil.com

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081129_pressricosbrasil_np.shtml

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081129_pressricosbrasil_np.shtml

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Rup: Ainda não entendi como a baixa nas reservas em moeda estrangeira (resultado das exportações mais escassas) e a iminente falta de crédito para investimento não afetou essa ''nata''.

Se eles tiram suas rendas das exportações, e estas estão cada vez mais comprometidas, a única maneira deles continuarem comprando seus ''quitutes'' traquilamente é com um aumento de reservas cambiais (que só Deus sabe como isso pode acontecer) e com uma onsequente desvalorização do dólar. No entanto, sabemos que a tendência atual é exatamente contrária a esta.

Ou eles são gênios acima das regras econômicas, ou tem um certo empurrãozinho, ou eu aprendi tudo errado. E sendo bem sincero, gostaria que fosse a última opção...

A única conclusão que se pode tirar, é que, considerando o escasso crédito do leitor, creio que o melhor é que estes optem pelo The Guardian ao invés do ''outro''...hehe. Acho que não estou sendo parcial, só realista. ^^

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Admirável Mundo ...

[OFF]
Isso a Rede Globo Não Anuncia
ISSO A REDE GLOBO NÃO DIVULGA NUNCA ! ! !
E aproveitando o gancho sobre informações e meios de comunicação do tovarish Hell.
Venho de um mundo, distante da realidade dos jovens atuais, onde buscar informações era sinônimo de dias de rinite atacada dentro de bibliotecas mofadas, cujos lançamentos mais recentes eram escritos por Moises e editados por Gutembeg.

Hoje é digital, com irritantes toques de MiDi ,mas de uma praticidade jamais vista em tempos de calculadoras de LED (tente colar numa prova vespertina com uma dessas) e Atari.

Mas triste é a obviedade dos momentos pelos quais passa a sociedade.
Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos (creio eu ser o primeiro orgão estatal que fechara por outro motivo que não a falta de verba).

Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:

· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis Ou a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
· e muito mais....

O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o site:

Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.

De um cara que chingava Machado de Assis de chato, antes de ler qualquer texto do cara.

Divulgue para o máximo de pessoas!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

ONU condena bloqueio estadunidense por 183 a 4.

Saudações.
É constrangedor a forma como os meios de comunicação se calam frente ao poderio político, econômico - e por que não não bélico/militar - quando o assunto é Cuba.

Aposto que todos sabem como são pobres os cubanos.
Aposto que todos sabem como sofrem aqueles que tentam "fugir da ilha".

Mas dúvido que alguém tenha lido ou ouvido falar que, em Assembléia Geral das Nações Unidas, realizada no dia 08 de novembro de 2006, o bloqueio estabelecido pelos Estados Unidos à Cuba foi condenado por 183 votos a 4. Aliás, o número de votos favoráveis à condenação é um recorde nos 15 anos em que a representação cubana vem apresentado à ONU projetos com este teor.

A saber: os votos contrários, além dos Estados Unidos, foram os de Israel, Palau e Ilhas Marshall.

Nos 48 anos de vigências do embargo estima-se que Cuba tenha sofrido um prejuízo de US$ 86 bilhões. O bloqueio veda o comércio de Cuba com os Estados Unidos, assim como o turismo, proíbe Cuba de usar o dólar em suas transações externas e receber créditos ou realizar operações junto a bancos americanos ou suas filiais em outros países além de não permitir que o Banco Mundial ou o Banco Interamericano sequer outorguem um modesto crédito a Cuba. Como podem os ingênuos (ou seríam cínicos?) acusar Cuba de atrasada e miserável? Mesmo com tamanha dificuldade Cuba tem um dos melhores sistemas educacionais e de saúde do mundo (sem contar os esportes). Enfim, não sei se é a insônia, ou o dia que amanhece e ainda me pega acordado, só sei que a essa hora muitas informações fervilham na minha frente e eu não resisto à mais algumas provocações:

quem (ainda) acredita que o Barack Hussein Obama vai mudar alguma coisa?

e se ninguém respeita a ONU, pra quê (ou a quem) ela serve?

Bom dia a todos.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

De mal a pior...



O programa infantil ''Pioneiros do Amanhã'' da TV Al-Aqsa, que é controlada pelo Hamas, é apresetado por um infame personagem (qualquer semelhança com um certo Mickey Mouse NÃO é coincidência), que recomenda as crianças a tomar leite, estudar, e...bem...lutar pela liderança do mundo Islâmico e rechaçar israelenses e americanos.

Leia o artigo completo aqui

http://en.wikinews.org

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

ALF ataca novamente ! Agora foi a USP!‏

Recebi essa informação entrei em contato e recebi esse e-mail que vos passo nesse post.



Frente de Libertação Animal Brasil ataca novamente! Alvo: USP

A Universidade de São Paulo, assim como dezenas de outras espalhadas pelo Brasil e mundo afora, utiliza-se, em larga escala, de animais nos mais diversos projetos de pesquisa, ensino e testes. Alimentando um frenético mercado de animais criados unicamente para terem seus corpos mutilados e experimentados para o “legítimo progresso da ciência”.
Os interesses destes animais, indivíduos sencientes, nunca são levados em conta, mas tão somente o de pesquisadores, coordenadores e diretores – com suas bolsas de estudo e vencimentos públicos - que não buscam alternativas ao uso destes animais – afinal, são seu ganha pão, independentemente de questões éticas ou de eficiência -, que são tratados como simples objetos de manipulação para interesses acadêmicos, financeiros ou qualquer que seja seu propósito, sempre injustificável do ponto de vista ético, por se tratar de experimentos não consentidos.
O grupo Frente de Libertação Animal (FLA) invadiu um laboratório do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e destruiu materiais de pesquisas, equipamentos e computadores. Ninguém foi identificado ou detido.
De acordo com a polícia, uma professora da Faculdade de Biologia comunicou a ação do grupo ao 93 DP (Jaguaré), por volta das 10h30m de quinta. O prédio foi invadido por volta das 8h15m. O grupo, que protesta contra a utilização de animais em pesquisas, danificou o microscópio, o monitor do computador, um notebook e cortou os fios dos telefones. Eles espalharam os materiais de pesquisas pelo chão, o que danificou sua utilização. Nada foi levado do laboratório.
A imprensa, como sempre, com pouco ou nenhum entendimento do que se passa em laboratórios de vivissecção , não consegue, ou não quer, enxergar a conexão de um ato de “ação direta“ com a motivação deste ato, e seu valor social para uma mudança urgente na sociedade. E, na sua simplória leitura, reporta matérias difamadoras tratando seus realizadores como vândalos ou terroristas, não dando ao menos uma linha sobre as motivações do movimento de Libertação Animal.
O coletivo ativismo (ativismo.com) e o Odeio Rodeio consideram legítimo e justo os atos praticados contra a política vivisseccionista da Universidade de São Paulo, que não respeita o direito à integridade física dos indivíduos abusados em seus laboratórios. Salientamos que atos como estes visam a trazer avanços na luta pela abolição do uso de animais no sistema de consumo, como ocorrido na Inglaterra, em que construção de novos laboratórios envolvidos em testes com animais foi freada dados os altos custos com segurança.
A ciência tem de evoluir, achar novos caminhos. Os Testes em animais são a estagnação da história, ética e metodologicamente.
Outro lado
Sem desmerecer o ato do ponto de vista moral, pois os resultados de uma ciência que não caminha ao lado da ética devem ser desprezados, acreditamos caber, no entanto, alguns questionamentos do ponto de vista estratégico.
O primeiro deles diz respeito aos testes em animais. Tendo os animais o status de propriedade, cujo uso para os mais diversos fins é permitido e incentivado (no caso da ciência), a destruição do laboratório não acarretará em mais testes, para refazer-se o q foi perdido?
Segundo: tendo em vista o paradigma antropocêntrico da ciência e da sociedade, que consideram os animais meros meios para o seu fim, o mais importante é derrubar este paradigma. Ora, os testes e o uso dos animais de forma geral só deixaram de acontecer quando as instituições mudarem. Enquanto a maioria da sociedade aceitar e demandar seu uso ele continuará acontecendo. As instituições só mudam quando as pessoas que as formam mudam, num movimento de baixo para cima. O questionamento: esse tipo de ação, que muitos acabam enxergando como mero vandalismo, ajudam ou atrapalham na difusão das idéias veganas? Ajudam ou atrapalham na conscientização da sociedade para a causa dos Direitos Animais? Há quem diga que atrapalha.Fica a reflexão, sem denegrir a simbologia do ato em si.

Um pouco do circo montado pela instituição de ensino superior.
Isso é realmente válido, após milenios de evolução humano-científica?
Entre amolar pedras e enviar um e-mail, existe alguma parte, que, infamemente, e me desculpem por isso,ainda não entendi.











sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Não existe hora nem lugar para polgar!



Passeata Antifascista na Polônia, maio de 2005.

Interpretação do El Ultimo Ki Zierre de uma antiga cantiga espanhola do tempo da Guerra Civil. Segue a Letra:

Viva la quince brigada,
Viva la quince brigada
que se ha cubierto de gloria,
¡Ay Carmela, ¡Ay Carmela!
Luchamos contra los curas,
luchamos contra los curas,
legionarios y fascistas,
¡Ay Carmela, ¡Ay Carmela!
En los frentes de Gandesa,
en los frentes de Gandesa,
no tenemos municiones, ni cañones
¡Ay Carmela, ¡Ay Carmela!
Pero nada pueden bombas,
pero nada pueden bombas,
donde sobra corazón,
¡Ay Carmela, ¡Ay Carmela!
Sólo es nuestro deseo,
sólo es nuestro deseo,
acabar con el fascismo,
¡Ay Carmela, ¡Ay Carmela!
Luchamos contra los curas,
luchamos contra los curas,
legionarios y fascistas,
¡Ay Carmela, ¡Ay Carmela!

A música é um agradecimento à décima quinta brigada, formada por americanos e latino americanos que voluntariaram em defesa da república espanhola contra o golpe militar da falange fascista.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Deputados aprovam descriminação do aborto no Uruguai


Após mais de doze horas de sessão, a Câmara dos Deputados do Uruguai aprovou nesta quarta-feira, por 49 votos a 48, o projeto de lei que descrimina o aborto até a décima segunda semana de gravidez.

O texto ainda precisa ser aprovado pelo Senado. Se a lei chegar a ser realidade, o Uruguai será pioneiro da iniciativa na América do Sul, como contaram especialistas argentinos.

O presidente do país, Tabaré Vázquez, já disse que vetará o projeto, que surgiu de parlamentares da coalizão governista, Frente Ampla, que tem maioria na Câmara e no Senado.

Se Vázquez vetar a medida como promete, deputados e senadores precisarão de três quintos dos votos em cada casa legislativa para derrubar o veto e implementar a lei – número considerado hoje difícil.

Ameaça da Igreja

A chamada Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva, que inclui a descriminação do aborto, vem sendo defendida há pelo menos quatro anos por setores políticos e sociais no país.

Desta vez, pouco antes da votação na Câmara, o arcebispo da Igreja Católica em Montevidéu, Nicolás Cotugno, disse que iria "excomungar" os legisladores que votassem a favor da medida.

Manifestantes contra e a favor da medida realizaram protestos do lado de fora da Câmara, e uma ameaça de bomba obrigou que o prédio fosse evacuado.

O deputado e médico Luis Gallo, da Frente Ampla, disse à BBC Brasil que a lei que penaliza as mulheres que praticam o aborto tem 80 anos e prevê processo com prisão de entre três e seis anos.

"O Uruguai é o país da América Latina com maior número de mortes por aborto e o aborto é, ao mesmo tempo, a primeira causa de morte na gravidez no país", disse.

"Temos estimativas mostrando que ocorrem cerca de 33 mil abortos por ano no país. E que somente 0,04% desse total viram processo. Ou seja, a lei em si é uma tragédia e para que existe, se não é aplicada?"

Pioneiro

Em outros países da América do Sul, como Argentina, o aborto está previsto no código penal e só é permitido em casos de estupro ou em que a mãe corra risco de morte.

Tradicionalmente, o Uruguai é um pioneiro sul-americano na adoção de leis liberais na área social.

O país foi o primeiro a permitir o divórcio e a separar a Igreja Católica do poder do Estado, que é laico.

No ano passado, o governo de Vázquez começou a implementar, como contou Gallo, a educação sexual nas escolas.

Também foi aprovado nesta gestão o casamento entre homossexuais.


http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/11/081105_aborto_uruguairg.shtml


O que acham dessa postura do Uruguai? Vale pra cá?

Bial e a Mentira Via-Satélite.


Saudações.
Notívago incorrigível, passei a última noite baixando músicas e assistindo à tv (não exatamente nessa ordem). Entre um enlatado americano e outro, um "flash" da apuração dos votos do "Grande Irmão do Norte". Pela Globo, porta-voz oficial das elites e do poder - seja ele qual for - o apresentador do Big Brother, e jornalista nas horas vagas, Pedro Bial, sorria a cada atualização que indicava Obama à frente de McCain. Pensei - "entre um enlatado americano e outrou, um flash - via globosat - das eleições americanas, ou seja, outro enlatado. Prossegui com a triste sina dos que não dormem. Pouco tempo depois me lembrei que no "horário nobre" do Jornal Nacional o mesmo Bial havia entrevistado uma cubana - refugiada, para uns, fugida, para outros - que bradava pelos cotovelos que esperaria quantas horas fossem necessárias para votar já que em sua terra natal isso não era possível. Ligando um ponto à outro fica fácil entender: para a Globo a 'maior democracia do mundo' é os Estados Unidos - mesmo que lá as eleições sejam indiretas e o presidente seja eleito pelo Colégio Eleitoral (meu amigo Rup pode nos explicar melhor esse processo). Outra coisa: comemora-se o fato de o índice de comparecimento às urnas de 66% sem nunca ter havido sequer uma única menção ao fato de que em Cuba esse mesmo índice é de 98%. Eu disse Cuba? Sim! Lá tem eleições também! Em Cuba tem direito ao voto pessoas com 16 anos de idade em diante e quando elas têm essa idade são inscritas imediatamente, o que se realiza a partir do Registro Civil onde estão inscritos todos os cidadãos. A votação é voluntária, livre e secreta. Não existe lei que obrigue os eleitores a votarem. Em cada eleição realizada, mais de 90% do eleitorado vão às urnas. Os eleitores cubanos analisam em sua circunscrição quais dos candidatos possuem as melhores qualidades para enfrentarem os problemas que a população coloca. Entre os delegados de circunscrições eleitos pela votação direta da população, são eleitos os candidatos às câmaras municipais, bem como às provinciais. Os deputados da Assembléia Nacional (Parlamento) são escolhidos, tendo em consideração os membros das provinciais. Inserem-se nelas outras representações de importantes setores científicos, administrativos, camponeses, intelectuais, organizações de massas propostas por organizações sociais e instituições. Cabe à Assembléia Nacional eleger entre seus deputados, os membros do Conselho de Estado e este, o presidente. Se o povo vota, por que afirmam que na ilha de Fidel impera a ditadura? Por que a eleição é indireta? Então por que no Tio Sam - que também é indireta e muito menos confiável - não se diz o mesmo? Tem muito mais sobre as eleições em Cuba que eu deixo pra vocês descobrirem e sugiro essa página sobre esse tema. Enfim, depois de assistir à toda a 'macaquice' eleitoral americana que nos é enfiada goela abaixo via 'Sistema Globo de Televisão' e de associar imagens à fatos à idéias o dia amanheceu eu, novamente, não dormi (se bem que isso não é nada frente aos que vão perder o sono e sabe-deus-mais-o-quê nesses próximos anos do revezamento "Republicanos/Democratas"..
Até mais.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A farsa das eleições americanas.


Saudações.
Querem ver uma coisa interessante?
Até os mais alienados sabem que hoje é dia de eleição nas terras do Tio Sam.
Todos sabemos, também, que Obama é negro e blah-blah-blah.
Alguns até sabem que McCain foi matador de Vietcongs - à uma distância segura, de dentro de seu avião, é claro.. (o que não o impediu de ser tomado como refém) - no Vietnã.
O que quase ninguém sabe é que "a maior democracia do mundo" tem, na verdade, 21 candidaturas ao cargo de presidente da república.

Isso mesmo: VINTE E UMA!

Nunca esperei que a nossa mídia se propusésse a nos explicar como funciona o processo eletivo do "Grande Irmão" - ela não seria capaz (mesmo se quisésse..). Agora, não citar sequer esse fato é, no mínimo, subestimar a nossa inteligência!

Obama e McCain são, na verdade, dois espectros do mesmo projeto político. Há diversos outros - mais dezenove, pra ser exato. Aliás: como pode "a maior democracia do mundo" não permitir que os outros candidatos tenham sequer o nome escrito na cédula? O que George Washington acharia disso? Mais: o que diriam se esse fato acontecesse num país de terceiro mundo - no Brasil, por exemplo?

Nessa página você pode (pelo menos) ver quem são os outros 19 candidatos que foram engulidos pelo sistema - político, econômico e midiático globalizado.

Até.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Terrorismo e Informação


No decorrer da história, as diversas formas de agressão contra um determinado grupo e as instituições que o representam falham ou sucedem em seus objetivos em função da capacidade do agressor em amplificar seus efeitos com o mínimo de recursos. Naturalmente, cada tipo de arranjo ou cada avanço tecnológico oferece a uma sociedade diferentes maneiras de se proteger e de se manter estável, e, na mesma medida, expõe novas brechas e pontos sensíveis capazes de por em risco toda uma ordem. Impossibilitados de enfrentar os invasores bárbaros em campo aberto, a maior parte da população da Europa ocidental passa a organizar-se em feudos independentes e auto-sustentáveis, criando uma nova resistência impossível de ser ameaçada pelos migrantes, mas cuja rigidez e imobilidade fora explorada pelo avanço tecnológico do domínio da pólvora, fato que, dentre outros, acelerou a derrocada do mesmo regime feudal naquela porção do continente. Os arranjos que se sucederam, por sua vez, ofereceram novas resistências e brechas, que, exploradas em situações propícias foram capazes de destruir e criar ordens. O fim da soberania da Igreja Católica em favor da soberania nacional, a guerra de trincheira em favor do Blitzkrieg, a extensão militar pelo número de armas nucleares, todos estes são exemplo de como diferentes arranjos políticos e diferentes avanços tecnológicos determinam quais são as novas regras para ofender ou resistir.

Atualmente, uma forma específica de agressão vem explorando ao máximo a amplitude de seus efeitos com custos relativamente baixos, e, mesmo que suas definições mais vagas possam remontá-la ao fim idade Moderna, é no ‘’auge’’ da Idade Contemporânea que vem encontrando seu potencial máximo. Definitivamente não era de se esperar que um atentado a um feudo por alguém supostamente infeliz com o regime causasse algum efeito significativo sobre os outros feudos, mas uma mistura complexa de elementos fez com que as sociedades rumassem para uma fase extremamente sensível, em que o impacto real de uma ação vai muito além do número de vítimas e da perda em infra-estrutura. E é nesse ambiente que o Terrorismo entra em cena, redesenhando o papel da violência na ordem atual, da mesma forma que o poderio nuclear o fez durante a Guerra Fria.

Fato curioso é que justamente por ter a mídia de massa como uma das tecnologias que proporcionaram uma maior eficiência em seus atos, a face do Terrorismo que é veiculada para a população vem dando margem a inúmeros mal-entendidos. Suas causas confundem-se com suas conseqüências, etnicismos são trocados por nacionalismos, seus objetivos políticos perdem espaço para a exposição sensacionalista, entre outros equívocos que dificultam a tomada de consciência da população sobre esses temas. O que por sua vez da margem à retórica ufanista, à visão da violência como única solução, à discriminação e ao receio infundado entre determinados povos. Curiosamente, estes últimos fatos, que se propõem a atuarem como contra-ataques a atividade terrorista, na verdade amplificam ainda mais seu poder, aumentando a probabilidade de filiação de simpatizantes, uma vez que a hostilidade do resto do mundo os deixa sem outras saídas que não a de cair na retórica oposta, e contribuir para reiniciar o ciclo.

Mas estes equívocos não existem sem fundamentos, são resultantes da imensa complexidade do tema, em que se pode observar que cada novo ato desencadeia novas concepções e teorias a seu respeito. A devolução do uso da violência devastadora e com objetivos políticos para a esfera privada é um desses conceitos relativamente novos, e a tendência que a maioria da população tem de associar esses grupos restritos unicamente a países é uma prova de que o entendimento de conflito ainda está predominantemente nas eras passadas, em que os Estados eram os únicos que determinavam os rumos das agressões políticas, e que a esfera privada se restringia a deter grupos de bandoleiros ou mafiosos.

Atos recentes revelaram também o quão frágil é a segurança nacional, que mesmo capaz de conter exércitos inteiros, não tem mais a certeza de evitar que sua própria infra-estrutura seja utilizada contra aqueles que se propõem a defender. Entretanto, embora o terrorismo com fins político (embora embasado por outros elementos) seja uma ameaça extremamente difícil de lidar, o que dizer dessa prática quando assume fins completamente desligados de qualquer objetivo supostamente racional?

Em março de 1995 na estação Tsukiji em Tóquio, um atentado de estrutura aparentemente comum, baseado em um ataque químico direto, ocultava objetivos que reescreveriam a história dos ataques organizados contra grupos humanos. Longe de mirar um regime específico ou de intimidar uma determinada etnia, seus perpetradores estavam convencidos de que eram os próprios instrumentos do Apocalipse, e que sua função seria a de adiantá-lo o mais rapidamente possível. Embora a negociação com grupos terroristas seja matéria bastante polêmica5, nesse caso específico o Terrorismo revelou sua face inegociável, uma vez que é impossível atender suas demandas, e irremediável, uma vez que não há outro elemento difusor dessas idéias que não a própria liberdade religiosa, conceito este que não pode ser abolido sem que as democracias declarem abertamente a derrota frente ao problema.

Entretanto, pior que não reconhecer a face apolítica de um grupo terrorista como o que liberou gás sarin nos vagões japoneses, é equivocar-se quanto às intenções políticas de outros grupos. Os grupos terroristas pós-modernos estão longe de serem a encarnação da luta de seitas religiosas e de minorias étnicas em favor da liberdade de seus oprimidos, e ainda mais distantes de serem apenas um subproduto do ‘’terrível imperialismo ocidental’’. O fato é que seria bastante ingênuo ignorar os efeitos deste sobre as populações mundiais, mas muito mais ingênuo é buscar no Terrorismo um retrato de luta heróica frente ao opressor do ocidente, reduzindo todo o esforço humano da transformação ao mero extermínio brutal daqueles que o opõem, e quando muito daqueles que sequer tem algo a ver com isso, mas que servem de ‘’matéria-prima’’ para a indústria do terrorismo da mesma forma.

Ainda assim, a lista de tópicos referentes às características peculiares do terrorismo certamente tenderá a crescer à medida que o fenômeno explore novos métodos e exponha objetivos cada vez mais macabros. Decerto que péssimas interpretações estarão a decorrer dessas novas características, uma vez que embora tenhamos cobertura dos fatos em tempo integral, estamos muito distantes de prover com os meios que temos as informações necessárias para que a população seja capaz de formular conceitos sensatos e sólidos acerca das verdadeiras causas e conseqüências. Dessa forma, terroristas perderiam um de suas principais bases para seu bom funcionamento, o ódio de seu inimigo para com qualquer coisa que os remetam, fato responsável pelos níveis crescentes de xenofobia e segregação religiosa.

Em resumo, este ensaio se propôs a elucidar, mesmo que de forma superficial, como os diversos equívocos difundidos na sabedoria (ou falta dela) popular acerca do terrorismo, permite que os líderes se sintam pressionados, ou mesmo o façam por sua própria vontade, a rebaixar-se ao nível de seus adversários. Fato que, de certa forma, apenas atende às intenções dos terroristas, como fora citado acima. Assim, é preciso enxergar que a problemática do Terrorismo não pode ser comparada com um inimigo facilmente visível, e que pode ser derrotado simplesmente com o uso da ‘’espada’’. É mais provável que se pareça com um caminho repleto de armadilhas deixadas por um inimigo fisicamente mais fraco, mas suficientemente inteligente para saber que estará em grande vantagem se sua vítima cair em todas elas.

Os atores que se propuseram a acabar com a ameaça terrorista em nosso mundo, ao ignorar essas armadilhas, estariam, na visão de Sun Tzu, errando ao perder a única parte de uma batalha que é controlável. ‘’O que depende de mim posso fazer, o que depende do inimigo não está em minhas mãos’’, postula o general chinês. Em suma, como ganhar um conflito se aquilo que depende deles está tão difuso e incontrolável quanto aquilo que está nas mãos do inimigo? Definitivamente ainda há muito o que fazer.


Ruptured José

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Comentem, esse é made in Talo da Brabera!

A derrota de Paes

"Cora Rónai
Abrindo mão das próprias convicções (se é que um dia as teve), aliando-se ao que há de mais podre no estado, gastando rios de dinheiro, jogando sujo, usando descaradamente a máquina estadual, federal e universal, beneficiando-se até de um feriado mal intencionado, enfim, com tudo isso, Eduardo Paes só conseguiu ganhar de Gabeira por 50 mil míseros votos.


Como vitória política, já é um resultado extremamente questionável; mas do ponto de vista pessoal, é uma derrota acachapante.


Eduardo Paes levou a prefeitura, sim, mas de contrapeso ficou com uma quadrilha de aliados que não deixa nada a dever àquela que ele acusava o presidente Lula de comandar.


Vai ser prefeito, sim, mas vai ter de arranjar boquinhas para o Crivella, para o Lupi, para o Picciani, para a Clarissa Garotinho, para o Roberto Jefferson, para a Carminha Jerominho, para o Babu, para o Dornelles, para a Jandira... estou esquecendo alguém?


Conquistou um cargo, é verdade, mas conquistou também o desprezo mais profundo de metade do eleitorado.


Em compensação, como carioca, perdeu a chance de viver um momento histórico, em que a prefeitura seria, afinal, ocupada por um homem de bem, com idéias novas e um novo jeito de fazer política; perdeu a chance de ver o Rio de Janeiro sair do limbo a que foi condenado nas últimas décadas, e ganhar projeção pela singularidade da sua administração.


Se Gabeira tivesse sido eleito prefeito, o Rio, que hoje não significa nada em termos políticos, voltaria a ter relevância, até pelo inusitado da coisa. Um prefeito eleito na base do voluntariado, do entusiasmo dos eleitores e da vontade coletiva de virar a mesa seria alguém em quem o país seria obrigado a prestar atenção.


Agora, lá vamos nós para quatro anos de subserviente nulidade, quatro anos em que o recado das urnas será interpretado, pela corja que domina esta infeliz cidade, como um retumbante 'Liberou geral!'


Nojo, nojo, nojo."

E-mail "anônimo" que recebi hoje. É uma visão da história... Não deixa de ser uma parte da verdade, que nunca é absoluta.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Mapa de uma política internacional de sucesso


Clique para Ampliar

domingo, 26 de outubro de 2008

A Derrota da Privataria

Não deu outra. Apesar da insistência de muitos, obviamente com a cumplicidade dos donos da midia, em tentar manipular a real dimensão da vitória eleitoral dos partidos que apóiam o governo Lula, os números do resultado oficial revelaram a verdade. Dois dias depois do domingo, as manchetes tinham que admitir a verdade, em cima de variações sobre o mesmo tema - “Oposição perde espaço no país; PT tem o maior crescimento”.

O resultado do primeiro turno confirma a aprovação do projeto democrático-popular contra os projetos populistas e privatistas dos demos, ex-pefelistas, e dos tucanos. O caso das eleições na capital de São Paulo, principal ninho tucano e exemplo de privataria de serviços públicos, deixa claro o fracasso do projeto neoliberal que já esteve no comando do Brasil.

Nascido há 20 anos, bradando por ética e princípios da social democracia, o PSDB na prática demonstrou que não tem nenhum projeto consistente para o país, a não ser a repetição da surrada fórmula do neoliberalismo e seu estado mínimo, pai da privataria tucana que rifou patrimônio público e gerou desemprego recorde, alta de tarifas e queda da qualidade.

Agora, esfarelado em disputas internas e brigas de ego, anda ao lado do partido que aglutina os setores mais conservadores da sociedade, hoje representado pelo DEM, o outro nome do PFL, que veio da Arena, que comandou o Brasil no triste período da ditadura. O cenário de hoje seria quase inimaginável anos atrás: o PSDB virou um apêndice do DEM no principal reduto tucano.

Rifado dentro do ninho, o comandante da privataria paulista Geraldo Alckmin amargou a maior derrota desta eleição, primeiro atropelado pela pretensão de Serra presidente, depois pela merecida rejeição do voto popular. Não foi convidado para o casamento do PSDB com Gilberto Kassab, o ex-secretário do malufista Celso Pitta, alçado quase ao acaso prefeito da maior cidade do país e agora travestido de bom moço na tevê.
Partidarismos à parte e sem fazer disso aqui um palanque, mostramos apenas uma visão do neoliberalismo praticado por dois do maiores partidos políticos do país.
Fonte : Editorial do jornal do Sindicato dos Energéticos de São Paulo, número 952 de 09 a 19/10/2008.

Viva a Festa!!

Está no Diário Oficial. Viva a festa!!!
Nº 206, quinta-feira, 23 de outubro de 2008


MINISTÉRIO DO ESPORTE
SECRETARIA EXECUTIVA

EXTRATO DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO Nº 4/2008


Nº Processo: 58701001326200801 . Objeto: Contratação de serviços
de produção para participação deste Ministério no Grande Prêmio do
Brasil de Fórmula 1, visando a disponibilização de espaço personalizado
e exclusivo, para a divulgação e promoção do projeto de
candidatura Rio 2016, a ser realizada nos dias 31 de outubro, 01 e 02
de novembro de 2008. Total de Itens Licitados: 00001 . Fundamento
Legal: Artigo 25, inciso I, da Lei 8.666/93 . Justificativa: Para atender
solicitação da Secretaria Executiva deste Ministério Declaração de
Inexigibilidade em 21/10/2008 . JOSÉ LINCOLN DAEMON . Subsecretário
de Planejamento, Orçamento e Administração . Ratificação
em 22/10/2008 . WADSON NATHANIEL RIBEIRO . Secretário Executivo
. Valor: R$ 595.000,00 . Contratada :INTERPRO - INTERNATIONAL
PROMOTIONS LTDA . Valor: R$ 595.000,00

(SIDEC - 22/10/2008) 180002-00001-2008NE900035
Ministério do Esporte
.
FONTE : BLOG DO JUCA KFOURI

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

P.S.D.B. = Pior Salário Do Brasil.

P.S.D.B. = Pior Salário Do Brasil.

Policiais civis e militares se confrontaram hoje em frente ao Palácio do Morumbi, sede do Governo de São Paulo.

Os policiais civis reivindicavam AUMENTO.
UM ANO eles reivindicam aumento.
Os salários pagos aos policiais civis de São Paulo são os MAIS BAIXOS DO BRASIL!
A manifestação de hoje fez parte da SEGUNDA greve dos policiais civis que está em curso há UM MÊS!

O governador Serra disse que a paralisação era POLÍTICA e acusou a CUT e a FORÇA SINDICAL de ORGANIZAREM A "BADERNA".

Uma repórter da CBN (que corre o sério risco de perder o emprego), na entrevista coletiva, enquanto Serra "discursava" dizendo que a greve era por motivos eleitorais, perguntou:

eleitorais, como ?, se a eleição é municipal e a Polícia é um problema estadual ?


Serra se irritou com a pergunta óbvia e não respondeu.


Isso nem o Jornal Nacional e nem o Datena disseram:
CRISE DAS POLÍCIAS DE SÃO PAULO É PROBLEMA DO GOVERNADOR SERRA!

Abaixo, o vídeo produzido pelas associações e sindicatos da Polícia Civil, para ser veiculado nas emissoras de TV - mas o governador José Serra conseguiu uma liminar na Justiça para impedir a veiculação do vídeo (censurou).



Serra vai ser candidato à Presidência da República e "mascarar" a realidade do Estado de São Paulo faz parte de sua campanha rumo à Brasília.

Fiquem atentos.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Perda natural supera crise financeira


Começo o debate com essa figura. Afinal, vende-se? A resposta mais óbvia para um conservacionista é negativa, argumentando sempre que é inestimável. Sobre isso, o post de hoje tem como objetivo ajudar a enxergarmos por outras perspectivas. O fato meus amigos, é que vende-se sim, e tem um valor intrínseco perfeitamente calculável, mas que ninguém sequer se deu conta das proporções gigantescas de que estamos tratando.

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Artigo de apoio, adaptado de: http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/7662565.stm

A economia global está perdendo mais dinheiro devido à devastação de florestas do que através da atual crise financeira, de acordo com um estudo patrocinado pela UE.

Calcula-se que o custo anual de perdas florestais varie entre 2 a 5 trilhões de dólares. (Rup: O pacote econômico proposto pelo governo Bush pra recuperar o estrago da crise ao longo de vários anos foi de ''apenas'' 700 bilhões de dólares.

O cálculo se fez adicionando valores aos vários ''serviçoes prestados'' por uma floresta, como prover água limpa e absorver dióxido de carbono. (Rup: Devido ao mercado de carbono em alta, a captura de dióxido de carbono realmente tem um preço fixo.)

O estudo, encabeçado por economista do Deutsche Bank, também faz um paralelo com o Relatório Stern sobre os impactos econômicos da mudança climática global.

Alguns conservacionistas vêem-no como uma nova maneira de persuadir a política global para financiar a proteção da natureza ao invés de permitir o declínio do número de ecossistemas e espécies, destacados no lançamento na segunda-feira da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. (Rup: Embora eu creia que quanto menor o bem-estar econômico, mais se aumenta a voracidade em transformar reservas naturais em recursos financeiros.)

Perdas de Capital

O líder do estudo, Pavan Sukhdev enfatizou que o custo da devastação não só supera as perdas do mercado financeiro como também ocorre de forma contínua, a uma taxa anual muito superior ao que a bolsa vem perdendo ao longo da crise:

''Enquanto que Wall Street, através de vários cálculos perdeu de 1 a 1,5 trilhão de dólares, a realidade é que a taxa de perda de capital natural é de pelo menos algo entre 2 a 5 trilhões de dólares.

Teeb vai... mostrar que os riscos que corremos não são adequados ao verdadeiro valor implícito na natureza"
Andrew Mitchell
Global Canopy Programme
A primeira fase, concluída em Maio, quando a equipe divulgou a descoberta de que o declínio florestal por estar custando cerca de 7% da soma dos PIBs mundial, abriu espaço para a espansão do projeto, que consistirá em analisar o potencial econômico de outros sistemas naturais.


Mensagem do Stern

Para entender suas conclusões, é fundamental associar a destruição das florestas com a interrupção de serviços que estava sendo providenciados essencialmente de graça.

Ou seja, a economia humana terá que providencia-los artificialmente, seqüestrando carbono, contendo a erosão, reciclando a água e plantando alimentos que antes estavam naturalmente disponíveis.

Se não temos a natureza para nos auxiliar, logo, teremos um custo financeiro.

Segundo os cálculos da Teeb, o custo dispara desproporcionalmente sobre os pobres, em que grande parte do seu estilo de vida depende direta ou indiretamente desses serviços, especialmente em regiões tropicais. (Rup: Principalmente por que o investimento tecnológico para se conter o prejuízo talvez seja incalculável para essas populações.)

Leia mais no link (em inglês)

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Rup: Basicamente, essa tese confirma a necessidade de se calcular os prejuízos antes de buscar os benefícios. Coisa que certamente o Brasil não vem fazendo ao longo de sua história, ao buscar o lucro imediato sem ter idéia do quanto perderá no futuro.

Sendo chato ou não, é óbvio que isso põe novamente em cheque a necessidade de se utilizar grandes quantidades de terras agricultáveis apenas para manter a produção de carne. E visto que sua produção é drasticamente menos eficiente que as proteínas vegetais, será que estamos calculando ignorando os custos gigantescos do prejuízo apenas para por o filé no prato? É algo a se pensar.

Sobre a amazônia: (clique para ampliar)


Em 2050, 40% da floresta amazônica terão sido destruídos pela expansão da pecuária e do cultivo de soja, incluindo dois terços de cobertura florestal de seis importantes rios e de 12 ecorregiões; essa devastação lançará na atmosfera um volume equivalente a quatros anos de emissões de carbono em todo o mundo. Ou não. Tudo vai depender da estratégia de conservação adotada nos próximos anos. É o que mostra uma série de simulações computacionais realizadas por instituições nacionais e estrangeiras e coordenadas pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).

Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/4296

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A diferença do voto Branco e do voto Nulo.

Caro leitor, mesmo que você "ache" que já sabe a diferença, leia por favor até o final. E para você que realmente já sabe, pedimos que faça seus amigos também saberem! Enviando o link desta postagem a todos eles.



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Voto Nulo (voto válido) X Voto em Branco

Muitos (como eu a poucos minutos atrás) acham que o voto Nulo é diferente do Branco, e sendo maioria, pode cancelar as eleições. Gostaria de informar a vocês que estão errados.

Fui pesquisar no TSE.gov.br sobre esses dois tipos de votos (o que me fez editar este post), veja o que descubri:

Se mais de 50% dos votos forem nulos ou anulados, faz-se nova eleição ?
Esse questionamento, relacionado à interpretação do art. 224 do Código Eleitoral, terá respostas distintas, conforme a ocorrência das seguintes situações:

a) Votos anulados pela Justiça Eleitoral:

Se a nulidade atingir mais da metade dos votos, faz-se nova eleição somente quando a anulação é realizada pela Justiça Eleitoral, nos seguintes casos: falsidade; fraude; coação; interferência do poder econômico e desvio ou abuso do poder de autoridade em desfavor da liberdade do voto; emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágios vedado por lei. A nova eleição deve ser convocada dentro do prazo de 20 a 40 dias.

b) Votos anulados pelo eleitor, por vontade própria ou por erro:

Não se faz nova eleição. Segundo decisão proferida no Recurso Especial nº 25.937/2006, os votos anulados pelo eleitor, por vontade própria ou por erro, não se confundem com os votos anulados pela Justiça Eleitoral em decorrência de ilícitos. Como os votos nulos dos eleitores são diferentes dos votos anulados pela Justiça Eleitoral, as duas categorias não podem ser somadas e, portanto, uma eleição só será invalidada se tiver mais de 50% dos votos anulados somente pela Justiça Eleitoral.

O que é voto em branco?
É considerado voto em branco aquele em que o eleitor manifesta sua vontade de não votar em nenhum candidato ou partido político, apertando a tecla BRANCO da urna. O voto em branco é registrado apenas para fins de estatística e não é computado como voto válido, ou seja, não vai para nenhum candidato, partido político ou coligação. Antes da Lei nº 9.504/97, o voto em branco era considerado válido, desde então não é mais.

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Resumindo pra quem não quis ler isso tudo aí em cima:

Voto Nulo e Voto Branco são inválidos, não vão para nenhum político ou partido, e não contribuem para invalidação da eleição (desde 1997).

Os votos nulos que podem invalidar uma eleição, são os votos que a, e somente a, Justiça Eleitoral julgar nulos. No caso se a "JxEx" julgar que houve algum movimento ilícito naquele voto, os motivos possíveis estão no texto acima.



.... E amiguinhos, por essas e outras que digo que sempre é bom debater idéias. Se não fosse as nossas articulações nos comentários, eu nunca teria ido atrás disso, e nunca teria "desmascarado" essa crença que envolve o voto nulo...

Informações: http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/2008/mesarios/html/tiraDuvidas.htm

Maré de Rock - Pela Vida, Contra o Extermínio - 18/10/08.

domingo, 5 de outubro de 2008

DEMOCRACIA-Ou serve para todos ou não serve para porra nenhuma!


Muitos "Braberos" morreram para que possamos participar dessa hipocrisia democratica.
Reconheço os erros e as falhas dessa manifestação "popular" chamada Eleição.
Aproveitemos então essa obrigatoriedade para ,ao menos, tentar se fazer ouvir.
Temos multidões de jovens, que se revolucionaram internamente, cheios de opinião, que dentro de suas filosofias deixam de votar ou anulam, e até pior, o fazem em branco.
Será que esses milhões poderiam ter realmente efetuado alguma mudança? Não sabemos ,pois nunca foi tentado.
E,sendo já, arbitrariamente obrigatório,não custaria, ao menos, tentar?
Esse é particularmente um planeta difícil de se midar.Cada um, entre os seres pensantes, já o fez internamente.Se consegue repassar a experiência a outro, somam-se dois.Depois a casa, o bairro, a cidade, o estado,...
Sei que é utópico,mas muita gente ainda reside nos antigos porões e, metafisicamente falando, nem os vivos ,nem os mortos , jamais sairão de lá.
O morrer em vão é a pior das torturas.
Ao menos tentar...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O mundo comemora o aniversário de Gandhi

Saudações.
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O mundo comemora o aniversário de Gandhi

Nesta quinta-feira, a Índia comemora os 139 anos do nascimento de Mohandas Karamchand Gandhi, líder do movimento nacionalista indiano contra a dominação britânica.

Mohandas Karamchand Gandhi, dito Mahatma, que em sânscrito significa "grande alma", foi um dos idealizadores e fundadores do moderno Estado indiano e um defensor do princípio da não-violência como um meio de protesto.

Gandhi casou-se aos 13 anos com Kasturbai, da mesma idade, numa união acertada entre as famílias. O casal teve quatro filhos. Aos 19 anos foi estudar direito na Universidade de Londres, no Reino Unido. Após se formar, passou a trabalhar como advogado em Durban, África do Sul (1893).
Sua trajetória política começou marcada por um acidente em um trem. Gandhi viajava na primeira classe quando solicitaram que se transferisse para a terceira classe, por ele não ser branco. Ao recusar-se, foi jogado para fora do trem. O episódio fez com que ele começasse a advogar contra as leis discriminatórias vigentes.

Gandhi foi preso em 6 de novembro de 1913, enquanto liderava uma marcha de mineiros indianos que trabalhavam na África do Sul.

Durante a Primeira Guerra Mundial, retornou à Índia e, após o seu término, envolveu-se com o Congresso Nacional Indiano e com o movimento pela independência.
Ganhou notoriedade internacional pela sua política de desobediência civil e pelo uso do jejum como forma de protesto. Por esses motivos, sua prisão foi decretada diversas vezes pelas autoridades inglesas.

Outra estratégia de Gandhi pela independência era o boicote aos produtos importados. Todos os indianos deveriam usar vestimentas caseiras, em vez de comprar os produtos têxteis britânicos. O tear manual, símbolo de afirmação, viria a ser incorporado à bandeira do Congresso Nacional Indiano e à própria bandeira indiana.

Sua posição pró-independência endureceu após o Massacre de Amritsar em 1920, quando soldados britânicos mataram centenas de indianos que protestavam pacificamente contra medidas autoritárias do governo britânico.

Uma de suas mais eficientes ações foi a marcha do sal, que começou em 12 de março de 1930 e terminou em 5 de abril, quando Gandhi levou milhares de pessoas ao mar a fim de coletarem seu próprio sal, em vez de pagarem a taxa prevista sobre o sal comprado.



Em 8 de maio de 1933, Gandhi começou um jejum que durou 21 dias em protesto à "opressão" britânica contra a Índia. Em Bombaim, no dia 3 de março de 1939, Gandhi jejuou novamente em protesto às regras autoritárias para a Índia.
Durante a Segunda Guerra Mundial, Gandhi deixou claro que não apoiaria a causa britânica. Foi preso em Bombaim pelas forças britânicas em 9 de agosto de 1942 e mantido em cárcere por dois anos.


Gandhi posicionou-se contra qualquer plano que dividisse a Índia em dois Estados, o que acabou acontecendo, com um Estado denominado Índia, predominantemente hindu, e o Paquistão, predominantemente muçulmano.


No dia 20 de janeiro de 1948, após um jejum em protesto contra as violências cometidas por indianos e paquistaneses, Gandhi sofreu um atentado. Uma bomba foi lançada em sua direção, mas ninguém ficou ferido. Entretanto, no dia 30 de janeiro de 1948, ele foi assassinado a tiros, em Nova Déli, por um hindu radical.


O corpo do Mahatma foi cremado e suas cinzas jogadas no rio Ganges.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Como prever o futuro?


Obs.: assim que eu descobrir quem foi o autor dessa pequena pérola de sabedoria eu darei os devidos créditos. Por enquanto, basta-me o ensinamento.
Até mais.