terça-feira, 28 de março de 2017

Uma força que não nos interessa


Um dos maiores picaretas do Brasil, através da central sindical que comanda e atrelado a outras centrais (UGT, NCST e CSB), reuniu-se com o presidente golpista michel temer (minúsculo mesmo)
com a proposta indecente de apoio as reformas da PREVIDÊNCIA e TRABALHISTA em troca da volta covarde de um imposto sindical que foi proibido de ser cobrado de nós trabalhadores pelo STF em fevereiro deste ano. A desculpa é que sem a cobrança covarde deste imposto (inclusive para não sindicalizados) os sindicatos no Brasil estariam quebrados e sem condições de atuar. A arrecadação destes canalhas no ano de 2016 chegou a 3,5 BILHÕES.

O presidente ficou de responder em outra reunião, assim que consultar sua equipe de corruptos e analisar os impactos negativos com a população. Os pelegos sindicalistas então acenaram com o cancelamento dos protestos contra o governo marcado para o dia 28 de abril.

Protestos que estão ficando cada vez mais pífios devido a falta de identidade dos movimentos que hora batem e hora afagam os políticos em geral. O que se vê nem de longe se compara a países como a ARGENTINA por exemplo, que brigaram e brigam, por muito menos do que vemos por aqui.

O artigo completo publicado pela Folha está aqui :http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/03/1869642-por-volta-de-contribuicao-centrais-oferecem-oposicao-menor-a-reforma.shtml

Obrigado ao meu parceiro de trampo Arnold que enviou o link da matéria

quinta-feira, 9 de março de 2017

8 de março - DIA INTERNACIONAL DA MULHER - MUITOS CONTRASTES E MUITO, MAS MUITO, AINDA A PROGREDIR


 Cerca de 200 milhões de mulheres e meninas em todo o mundo já foram vítimas de mutilação genital.

Muitos se perguntam como é viver com esse tipo de mutilação, passando por situações como urinar, menstruar ou ter um filho.

"A primeira vez que você nota que seu físico mudou é quando você faz xixi", diz a somali Hibo Wardere, de 46 anos.

Hibo tinha apenas seis anos quando foi submetida ao que a OMS (Organização Mundial da Saúde) classifica como mutilação "tipo 3".

 Nesse tipo de procedimento, os lábios vaginais são cortados e costurados, sendo reduzidos a apenas um buraco minúsculo que Hibo compara ao tamanho de um palito de fósforo. O clitóris também é removido.

Ela cresceu na Somália, onde 98% das mulheres entre 15 e 49 anos foram submetidas à mutilação genital.

'Ferida aberta'

"Uma ferida aberta na qual esfregaram sal ou pimenta ─ era isso que parecia", é como Hibo descreve a sensação ao urinar.

"Então você percebe que a urina não está saindo da forma como costumava sair. Sai em gotinhas e cada gota é pior do que a anterior. Todo o processo dura quatro ou cinco minutos, mas a dor é horrível."

Hibo mudou-se para o Reino Unido quando tinha 18 anos e, meses depois de chegar, foi a um médico para tentar atenuar o problema.

Sem saber falar inglês, Hibo recorreu a um tradutor, que se negou a traduzir o que ela dizia. Mesmo assim, o médico conseguiu entendê-la.

Hibo então passou por uma cirurgia chamada defibulação, que amplia a abertura vaginal.

A solução não é definitiva, tampouco restaura a sensibilidade do órgão. Mas, segundo Hibo, o procedimento aliviou as dores que sentia ao urinar.

Bloqueio e trauma

Sexo também era um obstáculo, afirma ela.

"Mesmo se o médico abriu você, o que sobrou é um espaço minúsculo", relata.
 "O que deveria se expandir já não está mais lá. Então o buraco que você tem é muito pequeno e sexo é muito difícil. Você tem prazeres mas é muito raro."

O trauma da mutilação também dificulta a vida de Hibo.

"Primeiro você tem um bloqueio psicológico porque a única coisa que você associa com aquela parte de você é a dor", conta.

"A outra parte é o trauma que você passou. Então qualquer coisa que esteja acontecendo lá embaixo você não vê como algo bom", acrescenta.

Números divulgados em fevereiro deste ano pela Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a Infância, estimaram em 200 milhões o total de mulheres vítimas de mutilação genital em todo o mundo. Indonésia, Egito e Etiópia concentram metade das vítimas.

No Reino Unido, a mutilação genital feminina foi proibida desde 2003. Em 2015, o governo introduziu uma nova lei exigindo que profissionais de saúde denunciem à polícia casos da mutilação em menores de 18 anos.

Ativistas e polícia estão alertando a população sobre o risco de estudantes britânicas estarem sendo levadas para fora do país especificamente para serem submetidas à mutilação.

Trata-se da chamada "temporada de corte", que ocorre normalmente no meio do ano (durante as férias escolares).

Pouca informação

Pouco se sabe sobre como as sobreviventes da mutilação enfrentam as sequelas deixadas pelo procedimento.

São amplas as consequências de uma mutilação que em alguns casos envolve a remoção do clitóris (tipo 1), a remoção do clitóris e dos pequenos lábios (tipo 2), remoção dos pequenos e grandes lábios e um estreitamento da abertura vaginal, geralmente, como no caso de Hibo, com a remoção do clitóris também (tipo 3), ou qualquer tipo de mutilação genital (algumas vezes chamadas de tipo 4).

Os sintomas não são discutidos abertamente.

Segundo Janet Fyle, conselheira de políticas para o Royal College of Midwives, especializado em obstetrícia, isso acontece, em parte, porque a mutilação genital feminina é tão normal em algumas comunidades que as mulheres não encaram como um problema.

Além disso, elas não associam as várias complicações de saúde que têm com o procedimento a que se submeteram na infância, acrescenta Fyle.

A rotina para as sobreviventes pode ser triste. De acordo com o NHS, o SUS britânico, essas mulheres ficam mais suscetíveis a infecções urinárias, infecções uterinas, infecções renais, cistos, problemas de fertilidade e dor durante relações sexuais são apenas algumas das consequências.

A cirurgia para "reverter" a mutilação, como a defibulação às vezes é chamada, pode ajudar a aliviar alguns dos sintomas.

Mas Fyle, que é de Serra Leoa ─ um país onde a mutilação genital feminina é uma prática comum ─ afirma que o cuidado não é tão simples e pode envolver várias equipes médicas.

"A cirurgia está ligada às consequências (psicológicas) de longo prazo ─ algumas pessoas descrevem como sendo pior do que transtorno do estresse pós-traumático que (geralmente) afeta soldados que estiveram no campo de batalha", explica.

Gravidez

Quando ficou grávida em 1991, aos 22 anos, Hibo diz ter ficado aflita com a ideia de que médicos e enfermeiras olhavam sua genitália, que havia sido alterada.

"Lembro de pegar um travesseiro e colocar na minha cara pois não queria sentir a humilhação, a dor. Saber que todos aqueles olhos iriam me olhar era demais", lembra.

Durante o parto, ela teve flashbacks do momento em que foi mutilada ─ uma experiência comum entre as sobreviventes.

Na época, ela era a primeira sobrevivente de mutilação genital feminina atendida pelos funcionários do hospital de Surrey, no sudeste da Inglaterra. Nem ela e nem os profissionais de saúde sabiam como tornar o parto mais fácil.

"Antes que eles pudessem pensar no que iria acontecer e como fariam o parto do menino, meu filho veio. Eles tiveram que me cortar. Meu filho na verdade cortou partes de mim também pois ele veio com muita força", lembra Hibo.

"Eles ainda estava muito chocados e não sabiam o que fazer comigo. Foi horrível e acabei precisando de muito tempo para me recuperar", acrescenta.

Apesar da experiência, Hibo ainda teve outros seis filhos e os partos seguintes foram bem menos traumáticos. O segundo filho nasceu graças a uma cesariana e ela elogiou o serviço de saúde pública britânico pela conscientização e apoio às vítimas de mutilação.

Apoio

Hibo diz acreditar que foi graças ao apoio do marido, Yusuf, que conseguiu falar abertamente sobre a mutilação genital feminina.

Mas tanto o casal quanto a família não conseguiram escapar do tabu envolvendo a prática.

A decisão de Hibo de protestar contra a mutilação genital feminina prejudicou o relacionamento entre ela e sua mãe.

Foi a mãe de Hibo que a levou para ser mutilada, reforçando uma crença muito comum na cultura do país de que a prática é essencial para a reputação de uma jovem e suas futuras chances de casamento.

"Minha mãe me amava e ela fez isto por amor", resigna-se Hibo.

"Ela pensou que estava me protegendo. Pensou que estava protegendo a honra da família. Ela mesma foi uma vítima ─ e a mãe dela, e a avó dela. Gerações passaram pela mutilação genital feminina e não viram nada errado", diz.

"Elas pensavam que se não fossem cortadas, iam ficar faladas, iam ser estigmatizadas, ninguém iria se casar com elas. Você será vista como alguém que fica com muitos homens. Era uma proteção para elas e também para a família", acrescenta.

Hibo e a mãe conseguiram se reconciliar antes de ela morrer. Mas seus sogros não aprovam a decisão do casal de não submeter as três filhas à mutilação.

"Eles acreditam que fiz algo errado para as crianças, eles se perguntam sobre (o destino das) minhas filhas ─ quem vai casar com elas?", disse Hibo.

"E aqui estou eu, pensando: 'Eu me importo com a parte do casamento ou me importo com a saúde delas? Quero que elas sofram o mesmo que eu sofri? Quero que elas passem pelo que passei?' De jeito nenhum."

Hibo Wardere escreveu um livro a respeito de sua luta, Cut: One Woman's Fight Against FGM in Britain Today (Corte: A Luta de uma Mulher contra a Mutilação Genital Feminina na Grã-Bretanha de Hoje, em tradução livre).

Em um dos trechos, ela descreve o choque de ver pela primeira vez o que tinha sobrado de sua vagina, algo que lhe "tirou o fôlego".

"Nenhuma proteção, nenhuma beleza, a área entre as minhas pernas parecia areia marrom escura na qual alguém tinha desenhado uma linha fina, então era como se alguém tivesse enfiado uma vara na areia, ali no fim da linha estava um buraco. Minha vagina".

"Eu podia ver que era um pouco maior do que tinha sido costurado originalmente graças ao médico que me abriu um pouco. Mas estava lá. A única pista de que eu era uma mulher. O resto da minha genitália tinha sido fatiada e jogada fora."

PARA NÓS FICA DIFÍCIL FAZER ALGO QUE POSSA AJUDAR A DAR FIM NESSA BARBÁRIE SECULAR. NOS RESTA APENAS DENÚNCIAR QUE TAIS FATOS ACONTECEM MUNDO AFORA. ENQUANTO ISSO, A REALIDADE DE NOSSAS MULHERES BRASILEIRAS, GUERREIRAS E VERDADEIRAS HEROÍNAS, TAMBÉM É DE SE ENVERGONHAR. A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER É FATO CORRIQUEIRO POR AQUI E POR MAIS À FRENTE QUE ELAS ESTEJAM DESSA ROTINA TRIBAL QUE PERMEIA A VIDA DAS MULHERES SOMÁLIS, AINDA ASSIM, SÃO NA SUA MAIORIA DESRESPEITADAS E TRATADAS DE MANEIRA INFERIOR. AGREDIDAS, EXPLORADAS  E POR FIM ASSASSINADAS MUITAS VIVEM UM INFERNO TÃO CRUEL QUANTO AS SUAS IRMÃS DO OUTRO LADO DO MUNDO.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Deixa o mato crescer em paz...



Borzeguim

Tom Jobim

É fruta do mato
Borzeguim, deixa as fraldas ao vento
E vem dançar
E vem dançar
Hoje é sexta-feira de manhã
Hoje é sexta-feira
Deixa o mato crescer em paz
Deixa o mato crescer
Deixa o mato
Não quero fogo, quero água
(deixa o mato crescer em paz)
Não quero fogo, quero água
(deixa o mato crescer em paz)
Hoje é sexta-feira da paixão
Sexta-feira santa
Todo dia é dia de perdão
Todo dia é dia santo
Todo santo dia
Ah, e vem João e aí vem Maria
Todo dia é dia de folia
Ah, e vem João e aí vem Maria
Todo dia é dia
O chão no chão
O pé na pedra
O pé no céu
Deixa o tatu-bola no lugar
Deixa a capivara atravessar
Deixa a anta cruzar o ribeirão
Deixa o índio vivo no sertão
Deixa o índio vivo nu
Deixa o índio vivo
Deixa o índio
Deixa (É fruta do mato) (Deixa)
Escuta o mato crescendo em paz (É fruta do mato)
Escuta o mato crescendo
Escuta o mato
Escuta
Escuta o vento cantando no arvoredo
Passarim, passarão no passaredo
Deixa a índia criar seu curumim
Vá embora daqui coisa ruim
Some logo
Vá embora
Em nome de Deus
É fruta do mato
Borzeguim, deixa as fraldas ao vento
E vem dançar
E vem dançar
O jacu já tá velho na fruteira
O lagarto teiú tá na soleira
Uirassu foi rever a cordilheira
Gavião grande é bicho sem fronteira
Cutucurim
Gavião-zão
Gavião-ão
Caapora do mato é capitão
Ele é dono da mata e do sertão
Caapora do mato é guardião
É vigia da mata e do sertão
(Yauaretê, Jaguaretê)
Deixa a onça viva na floresta
Deixa o peixe n'água que é uma festa
Deixa o índio vivo
Deixa o índio
Deixa
Deixa
Dizem que o sertão vai virar mar
Diz que o mar vai virar sertão
Deixa o índio
Dizem que o mar vai virar sertão
Diz que o sertão vai virar mar
Deixa o índio
Deixa
Deixa

Borzeguim é o nome dado a um sapato de cano médio, com cadarços trançados, também conhecido como "sapato de soldado". Esse calçado foi utilizado, com ou sem perneiras, pelas forças armadas brasileiras até a segunda guerra mundial, quando então foi substituído pelos coturnos.Ele é usado até hoje por bombeiros, policiais militares e outros profissionais que necessitam de um calçado resistente.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Holocausto Brasileiro (DOCUMENTÁRIO)



Documentário sobre as barbáries cometidas no hospital psiquiátrico de Barbacena, interior de Minas Gerais.

 “Milhares de mulheres e homens sujos, de cabelos desgrenhados e corpos esquálidos cercaram os jornalistas. (...) Os homens vestiam uniformes esfarrapados, tinham as cabeças raspadas e pés descalços. Muitos, porém, estavam nus. Luiz Alfredo viu um deles se agachar e beber água do esgoto que jorrava sobre o pátio. Nas banheiras coletivas havia fezes e urina no lugar de água. Ainda no pátio, ele presenciou o momento em que carnes eram cortadas no chão. O cheiro era detestável, assim como o ambiente, pois os urubus espreitavam a todo instante”.